terça-feira, 21 de junho de 2011

Domingo Fiado


Abusei do sábado a noite, e perdi  cartão do banco. Na hora de pagar o almoço de domingo foi que eu me dei conta. E aí já era tarde. Dezesseis reais emprestados com o Goiano. Dezesseis e cinqüenta, na verdade. O preço do meu filé de frango a parmegiana.
Voltei pra casa, e comecei a procurar meu dinheiro de plástico. Inútil.
Quando eu já negociava um empréstimo com o Rodrigo e outro com o Quicão, me lembrei de procurar embaixo do som. Ta lá, achei. Empréstimos desfeitos, vamo pro jogo.
O jogo era Palmeiras e Avaí no estádio da Portuguesa, o Canindé.
Passamos num posto da Sena Madureira e todo mundo foi sacar dinheiro. Coloquei meu cartão na máquina e vi uma mensagem de erro. Aquele era um cartão antigo, já não valia mais. Perdi o cartão de novo.
Voltei ao assunto do empréstimo com o Quicão e o Rodrigo. Vinte reais de cada um, e vambora. Com os seis e cinqüenta que eu tinha, dava pra ver o jogo e ainda beber alguma coisa. Compramos os ingressos, umas bebidas e entramos.
O Canindé é velho, mas é charmoso. Fora isso o Palmeiras tem sorte no estádio dos portugas.
Não deu outra. Vitória maiúscula: 5 a 0 em casa. Dois do Luan, dois do Kleber e um do Lincoln. Fora uma arrancada do Cicinho, um gol perdido pelo Wellington Paulista e a expectativa frustrada de ver o Marcos fazer um gol de pênalti. O Felipão não deixou.
Foi um domingo rico, que valeu cada centavo emprestado.

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